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71, TORRINHA
Rua da Torrinha, Porto.

Arquitectura: Frederico Martinho
Fotografia: Frederico Martinho







CASA DA FONTE  [WIP]
Serra do Bussaco, Luso.
Arquitectura: Frederico Martinho + Jorge Martinho


O projecto consiste na recuperação de uma moradia com os seus anexos e currais. Como resposta à dispersão dos vários volumes que compõem o edifício, pensou-se o pátio central como elemento gerador da vivência da casa. Amarrando os diferentes programas, este pátio em calçada de pedra distribui de forma directa os vários espaços em simultâneo, assumindo uma relação franca com os elementos (calor, chuva, frio) e com a paisagem.
O uso de madeiras de pinho, tanto no seu interior como no exterior reforça essa relação com o contexto natural envolvente da Serra, construindo um conforto doméstico em todas as divisões. As fachadas originais dos volumes em pedra foram conservadas de forma a manter a traça da casa e aproveitar todas as características vantajosas que a alvenaria de pedra oferece. Nos demais espaços, onde essas fachadas não existiam, foi desenhado um sistema de pilares em madeira que conferem uma interioridade aos espaços exteriores enquanto dão seguimento ao ritmo dos vãos existentes.
Neste exercício procurou-se potenciar no edifício existente a matriz geradora do projecto, tanto ao nível do enquadramento do programa como na contenção de custos de obra, sem nunca se abdicar de uma leitura contemporânea do espaço. Exemplo disso é a transformação do palheiro (área coberta por telhado para guardar a ração dos animais e as ferramentas) num alpendre que recebe as mais variadas actividades de exterior dada a sua relação com o pátio e o jardim.

É na riqueza e singularidade dos espaços e das relações entre eles, no carácter textural e natural dos materiais escolhidos, que se continua a pensar este projecto da família na encosta sul da serra.







    




C.A.S.A. PÓS-CATÁSTROFE

[CONCURSO]   1º Prémio
Arquitectura: Frederico Martinho + Cláudia FrancoPromotor: Área Metropolitana de Lisboa (AML) e Ordem dos Arquitectos

Este projecto foca-se em duas carências provocadas pela situação de catástrofe: a urgência da construção e a promoção de um sentido de comunidade. Para isso optou-se por um sistema de andaimes que permite uma construção rápida, barata e sem mão de obra especializada, para além da sua natureza modular tornar possível a sua repetição e expansão de forma a responder mais eficazmente aos desafios impostos. Por outro lado, a técnica adoptada possibilita uma imagem que remete para o acto de construir.
Tirando partido da memória colectiva associada a esta técnica de andaimes, surge a ideia de usar o edifício não só na sua função programática mas também como elemento de congregação no contexto urbano. Assim, elevando o sistema de andaimes, consegue-se marcar na paisagem os equipamentos de emergência ao mesmo tempo que neles se revêm os habitantes desprovidos de pontos de referência.
A planta quadrada faz com que possam existir diversas relações com a cidade e distribuir os possíveis aglomerados de pessoas consoante os serviços.
Calculou-se o quadrado (22mx22m) de forma a garantir a área de armazém, ao centro, e o restante programa à sua volta, para que todas as salas tenham acesso directo à zona de armazenagem e este fique mais resguardado em relação à rua. O sistema de lonas faz com que os espaços sejam constantemente reajustados para que o edifício seja o mais flexível possível, pelo que a planta mostrada se apresenta como mero exemplo de inúmeras formas de organizar o espaço.







CASA DE CRASTO [WIP]
 Arestim, Paredes de Coura.

Arquitectura: Frederico Martinho



O projecto trata da reabilitação de dois volumes independentes que partilham os mesmos pátios (superior e inferior), com a preocupação de conservar a traça original e materialidade dos edifícios. Desta forma propõe-se a manutenção e restauro de todas as paredes exteriores em alvenaria de pedra de granito privilegiando a sua relação com a paisagem rural em que se insere, preservando as técnicas construtivas do emparelhamento existentes.

O interior será pensado a partir de uma nova configuração dado o estado de degradação em que se encontra sem, contudo, romper com a ideia de adequar o progama e a estratégia construtiva ao edificado existente. Para ambos os volumes foi pensada uma estrutura de madeira apoiada em paredes perimetrais de betão aparente. A justificação para esta resposta assenta na intenção de poupar as paredes exteriores a esforços adicionais e a reduzir custos de manutenção das mesmas.
Assim, é pensada uma parede interior em betão que suporta as vigas de madeira que recebem o soalho dos níveis superiores. Esta ideia acaba, simultanemente, por ir ao encontro de uma tradição de pisos térreos puramente tectónicos, libertando os pisos superiores para espaços mais ligados à domesticidade.