CONCURSO C.A.S.A. PÓS-CATÁSTROFE - 1º Prémio
Arquitectura: Frederico Martinho + Cláudia Franco
Promotor: Área Metropolitana de Lisboa (AML) e Ordem dos Arquitectos

Este projecto foca-se em duas carências provocadas pela situação de catástrofe: a urgência da construção e a promoção de um sentido de comunidade. Para isso optou-se por um sistema de andaimes que permite uma construção rápida, barata e sem mão de obra especializada, para além da sua natureza modular tornar possível a sua repetição e expansão de forma a responder mais eficazmente aos desafios impostos. Por outro lado, a técnica adoptada possibilita uma imagem que remete para o acto de construir.
Usando a memória colectiva associada a esta técnica de andaimes, surge a ideia de usar o edifício não só na sua função programática mas também como elemento de congregação no contexto urbano. Assim, elevando o sistema de andaimes, consegue-se marcar na paisagem os equipamentos de emergência ao mesmo tempo que neles se revêm os habitantes desprovidos de pontos de referência.
A planta quadrada faz com que possam existir diversas relações com a cidade e distribuir os possíveis aglomerados de pessoas consoante os serviços.
Calculou-se o quadrado (22mx22m) de forma a garantir a área de armazém, ao centro, e o restante programa à sua volta, para que todas as salas tenham acesso directo à zona de armazenagem e este fique mais resguardado em relação à rua. O sistema de lonas faz com que os espaços sejam constantemente reajustados para que o edifício seja o mais flexível possível, pelo que a planta mostrada se apresenta como mero exemplo de inúmeras formas de organizar o espaço.